Antecipação
44,6Em que medida o país consegue identificar mudanças emergentes e se preparar para elas?
Nove capacidades medidas com dados públicos. Cada pontuação vem com os indicadores em que se apoia e com a solidez da evidência ao lado, e não há classificação geral.
O que as nove capacidades têm em comum acompanha a renda: o fator comum tem correlação de 0,81 com o logaritmo do PIB per capita, em 115 países. O teste sustenta uma afirmação mais fraca, por margem estreita: países com renda parecida têm perfis de capacidade diferentes, além do que o acaso produziria. Veja o resultado do teste.
Esta é a leitura brasileira do NCB. Ela reúne o que o projeto apurou sobre o Brasil: o perfil nacional, a agenda calculada, o mapa das instituições que executam políticas públicas e a variação entre os estados. A comparação internacional, com 125 países na mesma escala, está em inglês e é a fonte de cada número desta página. O código e os dados são abertos e estão no repositório do GitHub.
Os 125 países usam as mesmas capacidades, os mesmos indicadores e a mesma escala. O Brasil é o único que também tem uma camada própria.
A agenda do Brasil, recalculada a cada versão dos dados, agrupa as capacidades assim:
A agenda detalha cada capacidade, com fontes, lacunas e entregas documentadas.
Leia a agenda de capacidades do Brasil
Abra o perfil completo, em inglês: indicadores, valores, anos e fontes
O NCB testa uma afirmação em duas versões. A versão forte diz que capacidade e riqueza são coisas separadas, de modo que as nove capacidades não acompanham simplesmente a renda. A versão fraca diz que países com a mesma renda têm perfis de capacidade diferentes, de modo que o perfil de um país informa algo que a renda não informa. Cada frase abaixo é calculada a partir da versão atual dos dados e muda quando eles mudam.
Entre os 115 países com as nove capacidades pontuadas, um único fator comum responde por 49,4% da variação. O mesmo número de capacidades sem relação entre si, medidas nos mesmos 115 países, daria 16,1% por acaso, e até 17,7% em 19 de cada 20 sorteios. As capacidades, portanto, andam juntas, e 50,6% da variação fica fora desse fator.
Nos 115 desses países com dado de renda, o fator comum tem correlação de 0,81 com o logaritmo do PIB per capita, de modo que a renda responde por 66% dele. O fator comum se parece com a renda. O que o NCB acrescenta além da renda está nos outros 50,6% da variação e na diferença entre as capacidades de um mesmo país.
A versão forte não se sustenta para o que as nove capacidades têm em comum: essa parte comum é, sobretudo, renda.
A versão fraca se sustenta nestes dados. Países com a mesma renda têm perfis de capacidade diferentes, e esses perfis se organizam além do que o acaso produziria, de modo que o perfil de capacidades traz informação que a renda não traz. A ordem do que sobra depois da renda se mantém, em geral, quando os indicadores mudam, então os perfis não são apenas produto da escolha dos indicadores. A margem sobre o acaso é estreita, 22,8% contra 19,4%, e por isso este é o resultado com mais chance de mudar quando países forem acrescentados.
Para o país típico, a renda responde por 32,8% da distância entre o seu perfil e o perfil médio, e por 24,5% na média dos 115 países, puxada para baixo por países dos quais a linha de renda se afasta mais do que o perfil médio. Pouco de um perfil de capacidades é renda.
O argumento completo, com o histórico do teste a cada versão, está na tese, e cada número, regra e hipótese nula está nos diagnósticos, as duas páginas em inglês.
Cada cartão mostra a pontuação, a solidez da evidência, a tendência e o estado da medição. Quadrado cheio: indicador observado; vazio: lacuna; riscado: base rejeitada.
Em que medida o país consegue identificar mudanças emergentes e se preparar para elas?
Em que medida pessoas e organizações conseguem transformar intenção em ação?
Com que eficácia atores independentes conseguem se organizar em torno de objetivos comuns?
Quanta cooperação é possível para além do círculo pessoal mais próximo?
Com que eficácia o país adquire, distribui e atualiza conhecimento?
Com que facilidade novas abordagens podem ser tentadas, testadas, abandonadas e melhoradas?
Com que eficácia o sistema responde quando as circunstâncias mudam?
Em que medida o país consegue transformar planos e conhecimento em sistemas que funcionam?
Até que ponto as pessoas conseguem se ver como participantes de um projeto comum?
Solidez
A pontuação se apoia em um ou dois indicadores. Não a cite isoladamente.
Só uma minoria dos indicadores foi observada, ou a evidência é antiga o bastante para a situação ter mudado. Leia com cautela.
Evidência suficiente para comparar países, com lacunas conhecidas.
A maioria dos indicadores foi observada, é recente e vem de fontes oficiais ou intergovernamentais.
As condições descrevem com o que um país conta: infraestrutura, acesso, dinheiro, pessoas, matrículas e a própria renda. Cada uma aparece ao lado de uma capacidade e não entra na pontuação, na solidez da evidência nem na tendência. Lidas ao lado da pontuação, permitem ver se o que o país tem se converte no que ele faz. A posição conta os países com valor, do melhor para o pior.
Dispêndio em P&D2023
1,2 % do PIB, 34º de 118
Pesquisadores em P&D2014
903 por milhão de pessoas, 54º de 114
Servidores de internet seguros2024
6.941 por milhão de pessoas, 47º de 125
Pessoas que usam a internet2024
84,5 % da população, 60º de 125
Adultos com conta financeira2024
86,4 % das pessoas com 15 anos ou mais, 44º de 122
Crédito ao setor privado2025
75,1 % do PIB, 30º de 124
Matrícula no ensino superior2024
69,7 % (taxa bruta), 42º de 124
Dispêndio público em educação2022
5,6 % do PIB, 19º de 125
Educação profissional no ensino secundário2018
4,4 % das matrículas no ensino secundário, 95º de 125
Participação na força de trabalho2025
71 % das pessoas com 15 anos ou mais, 57º de 125
Assinaturas de banda larga fixa2024
24,1 por 100 pessoas, 52º de 125
Perdas na transmissão de eletricidade2024
15 % da produção, 90º de 117
Emprego informal2025
35,6 % do emprego, 40º de 102
Produto por pessoa ocupada2025
41.840 dólares PPC constantes de 2021, 68º de 123
O Brasil tem vários centros de ação. A camada brasileira reúne o que a comparação internacional não alcança.
Quem autoriza, financia, regula, controla, produz conhecimento e executa. O mapa explica funções e vínculos, com fonte em cada relação. Ele não mede desempenho e não altera nenhuma pontuação.
Um agregado federal responde à pergunta comparativa e esconde a variação entre as unidades que executam a política. A leitura subnacional mostra essa faixa, com a fonte e a regra de conciliação à vista. Ela ainda não tem versão em português.
Os 20 países usam os mesmos indicadores e a mesma escala. Eixos vazios indicam dados ausentes. Cada perfil abre a página do país na comparação internacional, em inglês.
A pontuação mostra a posição na escala. A solidez da evidência mostra cobertura, atualidade e qualidade das fontes. Os dois números ficam lado a lado, e dados ausentes não são imputados.
Coordenação e Confiança, centrais na tese, são hoje as capacidades mais difíceis de medir com dados internacionais comparáveis, e parte do que existe se correlaciona com a renda. O NCB registra essa fraqueza na página de limites conhecidos.
18 indicadores previstos no modelo ainda não têm base internacional comparável. Cada lacuna reduz a solidez da evidência e entra na agenda de coleta.
O projeto não publica uma segunda cópia do NCB em português. Identificadores, registro de indicadores, arquivos de dados, método e decisões permanecem em inglês, e esta camada lê exatamente esses arquivos.
O método explica como uma estatística vira pontuação. O glossário define os termos destas páginas. O registro de decisões guarda cada escolha metodológica e o que a derrubaria, e os limites conhecidos mostram onde o NCB erra. Todas essas páginas estão em inglês, abertas e datadas.
Os 125 países medidos e as agendas de cada um estão na comparação internacional, todos lidos da mesma escala.
Quem pesquisa, ensina ou decide política pública já pode usar o instrumento e dizer onde ele falha.
A Envisioning mantém o projeto com recursos próprios. As formas de participar, do uso à revisão externa e à abertura de dados, estão em Participe.
O protótipo está publicado, na versão 9.3.0 dos dados, com 125 países. O próximo passo é torná-lo seguro para citação.
Fortalecer o método. Revisão independente, melhor medição de Coordenação e Confiança e um painel de modelos com proveniência registrada.
Preencher lacunas. Parcerias com produtores de dados podem transformar a agenda de coleta em séries publicadas e aumentar a solidez da evidência.
Medir intervenções. Repetir o diagnóstico ao longo do tempo para saber o que move uma capacidade.